Mudar... de um canto
para outro dos vértices de um triângulo. Mudar de ritmo, dançar "fora do
tempo" da música, outra música, silêncio. De vida, de opinião, de mundo,
novo planeta, este está lugar comum. Mudar a cabeça, a direção do movimento,
refluxo. Quero mexer no sistema, no modus operandi, ser expulso. Mudar de alma,
de casa, de roupa, de signo, sagitarianos são muito inquietos. Mudar... de
ponta à cabeça, revirar ao avesso, 180 graus, sou de lua. Vou parar de andar e libertar minhas asas.
Hugo Menezes Neto. 19/02/2014
Em mim, uma parte é
vida confinada, a outra é brisa. Vozes espremidas pedem licença para passar, de
um lado. Do outro, um silêncio rebelde, liberdade somente e um tanto de sal
para acentuar o sabor. Eu, ora tão cheio, ora sopro de nada, anjo, demônio,
tudo ao mesmo tempo agora.
– Vizinho, aceita uma xícara de sal? Abrirei as janelas para lhe ouvir melhor. Acho pouco, abrirei também portas, portais para outras dimensões e o que mais for preciso.
Chega de luz entre as frestas, me descubro claustrofóbico crônico e avesso à comida insossa.
– Vizinho, aceita uma xícara de sal? Abrirei as janelas para lhe ouvir melhor. Acho pouco, abrirei também portas, portais para outras dimensões e o que mais for preciso.
Chega de luz entre as frestas, me descubro claustrofóbico crônico e avesso à comida insossa.
Hugo Menezes Neto. 03/02/2014
Rouba-me e voa, qual
cinza de cigarro desgarrada perdida no escuro. Na espreita, espera a boca
reacender pedaços de si separados pela condição inevitável de ser cinza.
Suspirar invertido é expulsar pássaros presos, ou demônios. Para cada
inspiração libertária expirações descontroladas, e sonhos se fazem fumaça.
Sinto abstinência da nicotina, da boca ou do fogo, ou de tudo. Querer tudo é
intenso, arrogante e pesado, um fardo, mas, é real como o desejo do próximo
cigarro. Rouba-me e voa, leva um pedaço de mim antes do fim, antes de me tornar um careta qualquer.
Hugo Menezes Neto. 19/01/2014
Hugo Menezes Neto. 19/01/2014
Preso pelos autônomos
fios dos meus pensamentos... Conivente com minhas loucuras, cúmplice dos meus
delírios, arredio com meus temores. Eu e eles, e outros tantos amores,
inevitáveis, indispensáveis, impraticáveis. Queria ser livre, dono, neles
"mandar e desmandar”, desgovernar, desamar para amar mais e melhor. Queria com
as minhas mãos emaranhar os fios, tecer uma rede, balançar, suspirar para
não pensar e torpe enfim sossegar...
Hugo Menezes. 27/04/2012
Hugo Menezes. 27/04/2012
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